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Incrível glamping nos Andes

Que super programa indicado pelo nosso querido Pipa Nogaro. Nos disse o nosso guia, o gente-fina Alejandro Rodriguez, que por ali, em seus 3 anos de existência ainda não chegaram brasileiros, nós fomos as primeiras. Em geral os brasileiros ficam no roteiro básico de Mendoza ou Las Leñas, mas aventurar-se ao Real del Pehuenche é nóis!



Nossa primeira experiência no #glamping tinha que ser na meiuca da cordilheira dos Andes. Afinal somos adeptas do camping mesmo, mas na neve, que não temos experiência o glamping fez toda diferença. Iglus com calefação, camas super confortáveis, o banheiro compartilhado mas com água bem quentinha. Mas o melhor de tudo, uma imersão total no meio da cordilheira dos Andes, com muita neve para curtir.

São 5 iglus: O comedor (refeitório), a cozinha, os banheiros e duchas, e dois outros iglus, um dormitório compartilhado e o outro com dois quartos privados. Nós ganhamos o upgrade e ganhamos um iglu só pra gente, com 5 camas, duas embaixo e três no mezanino que dormimos mais quentinhas com a mamãe.


A refeição, já inclusa no pacote, preparada pelo Nacho, era uma delícia, tudo típico da Argetina, muy rico e muita comida!


Como chegar?

O Real del Pehuenche fica a alguns metros do Paso Pehuenche, um ponto de cruce de fronteiras da Argentina com o Chile, a mais ou menos duas horas de Malargue, uma cidade do distrito de Mendoza que fica a umas 4h (de ônibus) de Mendoza. É fácil chegar lá em seu próprio carro, a estrada é ótima. Então havia a opção de alugar um carro em Mendoza e descer até o Real, um programa que poderia ser interessante, no caminho passar por San Rafael, conhecer o cânion do Atruel. Nós optamos em vir de ônibus (Cata International) de Mendoza a Malargue, e de Malargue pegamos um transfer, com uma para no Vulcão Malacara no caminho, confere no nosso post de Mendoza. A volta foi o mesmo processo, mas desta vez pegamos o ônibus direto que levava umas 4h em vez das 6h com o desvio da rota por San Rafael. ônibus super confortáveis, semi-cama e que deu para apreciar o visual.



E qual foi a programação?


Ficamos duas noites por lá, no primeiro dia já chegamos ao fim da tarde, mas em tempo para pegar o belíssimo entardecer e o nascer da lua cheia.


Demos sorte pois tivemos as melhores condições climáticas possíveis, muita neve branquinha, temperaturas bem amenas durante o dia, um céu azul incrível, nada de vento ou neblina e uma lua cheia preciosa que não só deu show ao nascer e se por atrás das montanhas mas iluminava a nossa noite para muita brincadeira.

A noite cai e as temperaturas despencam, assim, deu para jantar, curtir um pouco àquela paisagem a luz da lua. Um grupo animadíssimo de argentinos da região estavam por lá, fizeram um super asado a luz da lua e vinhos e ainda foram aventurar-se no esqui aberto à lua cheia. Até nos convidaram, mas infelizmente ainda não estamos nesse nível de aventura, mas quem sabe um dia?


Dormimos muito bem nas nossas camas com bastante cobertor. Na hora de dormir é punk. O iglu já não está mais tão quentinho, parece que a calefação e os cobertores não vão dar conta, mas dão. A noite foi tranquila.


E com o clarear do dia, a mamãe já levanta para explorar a paisagem, o por da lua, o amanhecer e o nascer do sol nas montanhas também compõem o espetáculo.

Após um deliciosa café da manhã regado ao dulce de leche e alfajores, fomos trilhar caminhos na neve. Tinhamos duas opções subir a super montanha dos esquiadores e apreciar o visual da cordilheira, o que a Betina logo vetou e a segunda opção que era caminhar por um morro mais baixo e chegar até o Paso Pehuenche, a fronteira entre Chile e Argentina. A Betina também reclamou bastante desta opção, mas foi. Reclamou bastante na subida, mas uma vez lá em cima, o mau-humor matutino já havia passado e a brincadeira começou.


Exploramos a fronteira e o pequeno movimento que havia por ali, pois a fronteira ainda estava fechada, abriria em alguns dias e com isso viria o movimento também dos Chilenos.


Depois a brincadeira foi retornar até o acampamento pela estrada colhendo estalactites de gelo e não importava o desafio que fosse colhê-las.


De volta ao acampamento, depois do almoço conseguimos tomar um bom banho quentinho, pois o sol batia no iglu do banheiro e ficava uma estufa e ainda tivemos energia para terminar o dia escorregando nos trenós.

Ai a noite cai, vem o frio, jantamos e pouco aproveitamos a segunda noite. Estávamos exaustas e esta noite veio um ventinho gelado que não deu nem para aproveitar a lua, que hoje já saiu mais tarde. Mas o raiar do dia seguinte completou o show de beleza com o por da lua. E era o dia de partir, após o desayuno, pegamos as nossas snowmobils para retornar a estrada e partir para Malargue.

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