Velejando pelo Caribe no Sem Fim
- 25 de dez. de 2025
- 6 min de leitura
O Sem Fim retornou ao Caribe mais uma vez e desta vez nós fomos encontrá-lo. Foram duas etapas da velejada. A primeira em Dezembro 2025 - Janeiro 2026 (Natal e Ano Novo) com a Betina (enquanto a Marina estava em Sidney na Austrália) e a segunda em fevereiro 2026 (Carnaval) só a Marina.
Vamos detalhar o roteiro. Primeiro a parte aérea. Desde São Paulo a companhia mais fácil para cobrir o Caribe é a Copa, mas a Arajet, da República Dominica foi incrivelmente barata com vôos diretos de São Paulo para Santo Domingo e Punta Cana e de lá vôos para o Caribe. Localmente usamos outras companias a Caribbean Airlines e a Intercaribbean com vôos comerciais acessíveis.
Primeira parte: Barbados - Grenada - St Vicent e Grenadines - Sta Lucia - Barbados
BARBADOS
Voamos pela Copa com conexão no Panamá chegando a Bridgetown em Barbados. Nos encontramos com o Sem Fim no Yacht Clube de Barbados onde ficamos duas noites já a bordo do Sem Fim, aproveitando a infra-estrutura do clube, um astral muito gostoso em uma das melhores praias de Barbados, a Carlisle Bay.
Exploramos um pouco de Barbados, fizemos um dia de velejada buscando algumas coisas ao norte da ilha, caminhamos pelo centro da cidade e fomos ao mercado para abastecer o barco. Reservamos a volta da viagem para concluir a exploração por terra de Barbados.
Dica: Para sair do aeroporto, economize no táxi, existem linhas de vans que saem da avenida em frente ao aeroporto e atendem bem as regiões até o centro.
No retorno nos hospedamos em um hotel bem localizado, próximo a praia de Dover, e baratinho e como não conseguimos alugar um carro, o que deve valer a pena para explorar melhor a ilha, rodamos de van mesmo.
GRENADA
Ilha de Carriacou - Tyrrel Bay
Partimos de Barbados para uma velejada noturna com um lindo por-do-sol, e tivemos uma velejada noturna bem tranquila. Chegamos em Carriacou Granada às 14h, a nossa primeira parada foi em Tyrrel bay onde demos entrada no país com um processo dos mais burocráticos de toda rota.
No segundo dia pegamos a van local e fomos dar um rolê pela ilha e encontramos um cenário de muita distruição do último furacão, o Beryl, que passou por aqui em 2024.
Ilha de Carriacou - Sandy Island
A nossa segunda parada foi na deliciosa Sandy island onde fizemos um snorkel diferenciado e demos a volta a ilha nadando. Ali passamos uma noite de Natal bacana com um churrasco gostoso.
Partimos rumo a Petit Martinique a nossa última ilha em Grenada, passando por Ansel Bay com uma linda vista da Union island
Ilha de Petit Martinique
Atracamos em um azul turquesa absoluto, nadamos de Grenada a St Vincent e Grenadines que já era o outro país na próxima ilha, a Petit Saint Vincent Demos um rolê para curtir o visual de Petit Martinique.
Saint Vincent & Grenadines
Union Island
Chegamos à um novo pais pela Union Island onde fizemos a imigração em Clifton bay, compras no mercado e partimos no dia seguinte para Tobago Cays. A nadada e snorkel nos recifes da Clifton bay foram interessantes.
Tobago Cays
Uma reserva marinha espetacular, tartarugas e arraias e um lindo visual. Um turquesa espetacular.
Mayreau - Saline Beach
Pernoitamos por ali onde vimos uma chuva passar por nós, no dia seguinte seguimos para a próxima ilha.
Canouan
Ficamos duas noites por aqui e deveríamos ter sido mais breve, a parte mais interessante foi o bar do Esdras e a trilha dos cágados. O restante da ilha era toda particular. Com isso não conseguimos visitar a ilha de Mustique e seguimos direto para Bequia.
Bequia
Uma ilha cheia de vida onde passamos um ano novo diferenciado. Foi uma delícia. Bequia, por ser mais próxima da capital do país, tem mais infra-estrutura e turismo, mas não perde o seu charme rústico. Foi o lugar perfeito para o reveillon.
Ilha de Saint Vincent: Young Island - Kingstown - Chateaubelair
Por último chegamos a maior ilha do país onde fica a capital. A primeira noite aportamos na Young island onde no dia seguinte fizemos uma nadada visual incrível e subimos o morro onde ficam as ruinas do Forte Duvernete. Dali partimos para um rolê pela capital e então seguir para Chateaubelair, ao norte da ilha, onde subiríamos o vulcão La Soufriere (trilha self-guided com track log no wikiloc)
Saint Lucia
Partimos de Chateaubelair direto para o norte da ilha de Saint Lucia, de onde voariamos. Tinhamos apenas um dia e alugamos um carro para explorar a ilha e chegar aos Pitons, que são os marcos de Saint Lucia. Teve até banho de lama vulcânica. A noite em Rodney bay com uma certa badalação, mas não estávamos lá no dia certo. Com um dia a mais, valeria ter atracado em Soufriere e explorar melhor os Pitons, em vez de ter ido de carro.
E o video consolidado de todos os trechos em um só video:
Parte 2: República Dominicana, Ilhas Virgens Britânicas, Saint Martin/Sint Maarten, Anguila e Saint Barth
República Dominicana
Chegamos em Punta Cana pela Arajet e peguei um transporte público para Bayahibe, de lá partiriamos no Sem Fim para as ilhas Virgens Britânicas.
Passamos alguns dias por lá até consertar o garlindeu do barco, depois atrasamos um pouco na burocracia do país para dar saída tivemos que ir até La Romana para fazer o despacho do Sem Fim e então saimos em navegação. No caminho uma passagem rápida sem parada pela belícima isla Saona, que visual pelo drone.
A velejada Rep Dom - BVI
Três dias de navegação, com pane no motor e dependência da vela e do vento, mas muita calmaria.
Ilhas Virgens Britânicas
Tortola
Em três dias com muitos percalços de navegação chegamos a Tortola nossa primeira parada em BVI. Conseguimos ali fazer nossos consertos, supermecado e então partimos na sequência para Dover Island onde pernoitamos.
Dover Island e Virgin Gorda
No dia seguinte fizemos uma bela velejada para Virgin Gorda, passando por Spanish Town e terminando em uma navegação noturna até chegar em North Sound uma belíssima baia ao norte da ilha.
Sint Maarten | Saint Martin
Partimos ao fim do dia de Northsound rumo a St Maarten. Foi uma boa velejada noturna, com bastante tráfego de navios de cruzeiro, era surreal ver aqueles navios enormes iluminados cruzando a escuridão da noite. Com os percalços desta navegação, novamente ficamos sem motor, chegamos após 24h, com um por do sol espetacular na Simpsom bay e um show de fogos de artifício em nossa primeira noite.
No dia seguinte demos entrada no país e na lagoa onde aportamos na Lagoon Marina e ali ficamos próximo ao dealer Yanmar para resolver os problemas do motor. Fizemos a exploração da ilha e ilhas ao redor pelas vans locais e ferries.
Conseguimos também aproveitar o carnaval do lado francês da ilha em Marigot.
Visitamos algumas belas praias ao redor da ilha:
Lado Holandês, Sint Maarten:
Maho: a praia dos aviões, um espetáculo a parte, em especial no por do sol, e ao lado Mullet beach e Cupcoy. As primeiras praias do lado holandês acessiveis pela van.
Simpson bay e Kim Sha beach, ali bem próximas a marina e a lagoa e com bastante comércio
Philipsburg: A capital do lado holandês, onde chegam os grandes navios e o turismo é explorado ao extremos com lojinhas e algumas várias bem luxuosas para todo lado. A praia também, extensa e bastante movimentada. Dali pegamos o ferry para Saint Barth
Lado Francês, Saint Martin:
A baía de Marigot é bonita mas não tem praias interessantes, até fomos lá dar uma nadada.
A Grande Case, para nós foi a praia mais bonita da ilha, por estar protegida da direção do vento que soprava, era de uma azul belissimo tranquilo e a vila também uma delicia, cheia de restaurantes, cafés e mercados franceses.
Caminhamos dali para as praias Happy Bay e Friar's bay, retornando caminhando até Marigot.
Em nosso último dia, alugamos um carro e pudemos explorar o norte da ilha começando pelo Pico Paradis com o visual geral da ilha depois pasando pela Anse Marcel e Orient Beach, cujo canto direito é de nudismo. A volta a ilha permitiu algumas paradas com belos visuais como Rotary Lookout point e o caminho de Moisés.
Anguila
Fizemos um bate-volta de Marigot a Anguilla. Em Anguilla conseguimos alugar um carro na chegada que nos permitiu um longo rolê. Fomos direto para Shoal Bay uma praia linda e de lá seguimos para Meads Bay, também maravilhosa, passando por Sandy Ground e seu mirante. Ao fim do dia tentamos fechar o roteiro passando rapidamente por umas praias do lado sul como Shoal Bay West, Meads Bay e Cove Bay. Mas por causa da direção do vento, as praias do lado norte estavam mais protegidas e mais interessantes. Em Meads bay curtimos o restaurante de praia Blanchards Restaurant and Beach Shack
Saint Barthélemy (St. Barth)
A ilha mais chique do Caribe (até então), tudo arrumadinho, iates enormes atracados no porto de Gustavia e para alugar, uma frota de Coppers Cabriolet coloridos que eram no mínimo engraçados. Não conseguimos alugar um, nos viramos com um basiquinho mesmo e demos um belo rolê na ilha. Começamos por uma passada pela Grand Cul de Sac e depois um rápido picnic na Saline beach, bem recomendada, mas com a maré alta e vento, não estava tão interessante, então curtimos mesmo foi a praia de St Jean, depois de passar pela Lorient. Ali nos divertimos novamente com os pousos e decolagens dos aviões.
Concluimos nosso passeio na ilha com um rolê no por do sol e entardecer do porto de Gustavia e suas lojinhas chiquérrimas.
Porto Rico
Na volta ainda teve escala para conhecer Porto Rico, suas belas praias e a agitada old Town


























































































































































































































































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